Não fique para trás: Descubra o momento certo de inovar no seu produto!

Todo produto ou serviço tem um ciclo de vida, ou seja, eles surgem e, com o passar do tempo, desaparecem. Preste atenção nas marcas que você consome: mesmo os produtos fabricados há décadas passam por mudanças, seja na embalagem, seja na fórmula, para se adaptar aos novos desejos dos consumidores.

O Leite Moça, por exemplo, começou a ser fabricado em 1921 e passou por várias mudanças de embalagem para se adaptar aos tempos mais moderno. Além disso, houve extensões do produto, como a produção de picolés, sorvetes e iogurtes com a marca.

De forma geral, todo produto passa por quatro fases: introdução, crescimento, maturidade e declínio. A introdução é quando o produto está sendo apresentado ao mercado. Poucas pessoas o conhecem, o crescimento é lento e pode ser necessária muita propaganda para que ele atinga um número razoável de pessoas. Geralmente, na “introdução”, a empresa não tem lucro, já que está investindo em ser conhecida. Aqui você precisa avaliar se vale a pena continuar investindo no produto ou se já é o momento de fazer as primeiras mudanças para atingir a próxima fase.

A fase de crescimento é quando o produto passa a ser aceito pelo mercado. Se você criou um produto que as pessoas estejam dispostas a comprar e fez a correta comunicação dele, você passa pela fase de “introdução” e vem para a fase de “crescimento”. É claro que nem todo produto chega aqui. Porém, se chegou, ele vai ver que o as pessoas que já usam o produto vão indicar para seus amigos, o número de concorrentes também vai aumentar (atraídos pela oportunidade) e o preço tende a cair. Se você não foi a pessoa ou marca que criou o produto, essa fase pode ser um bom momento para você entrar, já que pode aprender com os pioneiros e ainda se aproveitar do crescimento do mercado.

A fase seguinte é o estágio da maturidade. Esse, geralmente, é o estágio que vai durar mais tempo. As vendas estão desaceleradas e as empresas começam a se posicionar em nichos para manter seus lucros e conseguir atender bem seus clientes. Aqui é um momento crucial para fazer modificações no produto, com o objetivo de atrair novos clientes (que talvez ainda não haviam comprado) ou fazer que os clientes antigos comprem novamente. Produtos que estão no estágio de maturidade e não fazem nada diferente tendem a sumir do mercado. Observe que a mudança não precisa ser no produto em si mas, por exemplo, na embalagem (novos tamanhos ou formas de distribuição (imagine algo que só era servido em restaurantes e passou a ser servido na casa das pessoas, como o chopp).

Caso o produto não inove a ponto de satisfazer os novos desejos dos consumidores, ele fatalmente entrará na fase de declínio, que é quando as vendas caem e, se nada é feito, o produto desaparece. Aqui é preciso ter calma para analisar a melhor solução a se tomar. Uma solução óbvia pode ser a rápida saída do mercado, para ter o menor prejuízo possível. Por outro lado, imagine uma empresa que seja forte no mercado e que seus produtos entrem na fase de declínio, como, por exemplo, a Lego.

Nos anos 90, a Lego era extremamente forte na área de brinquedos, mas começou a ver suas vendas despencarem devido, principalmente, a outras opções de diversão para crianças, como jogos digitais. Ela poderia ficar parada e ver sua marca ruir, mas fez parcerias com outras marcas como Star Wars e lançou produtos diferentes dos habituais, além de investir fortemente na área de educação. Depois de uma certa dificuldade, a Lego, hoje, mantém sua marca extremamente forte e seus brinquedos são desejados por crianças, adultos e professores.

Exemplos de empresas que entraram na fase de declínio e não fizeram nada (ou fizeram tardiamente) são vários, como a Kodak (que já foi líder na área de fotografia) e a Blockbuster (que já foi líder em locação de filmes). Por isso, é importante que a empresa identifique que está na fase de declínio e não se apegue a produtos ou serviços que já deram lucro um dia.

O ideal é fazer diferente antes de entrar na fase de declínio, porque pode-se tomar decisões precipitadas ou cometer erros, como se apegar ao passado. Várias empresas de sucesso têm como característica “matar” seus produtos antigos, mesmo que ainda estejam dando lucro, para colocar novos produtos no mercado e manter seus lucros. Veja, por exemplo, a Apple, que colocou fim nos iPods (que fizeram enorme sucesso) para promover o iPhone.

Analise sempre o mercado. Veja em qual fase seu produto está. Veja o que pode ser feito para que, depois da maturidade, venha uma nova fase de crescimento, e não uma fase de declínio.

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7 dicas para estimular a criatividade em sua empresa

Inovação e criatividade são essenciais para qualquer negócio que queira se manter vivo. Em um mundo cuja competitividade nunca foi tão grande, é preciso saber fazer diferente para sair da névoa em que estão a maioria das empresas e se destacar. Isso vale para criar novos produtos, novas formas de comunicação ou até para encontrar soluções para problemas do dia-a-dia.

Por exemplo, não basta mais que um restaurante tenha ótimos pratos e bom atendimento para que o cliente volte. Talvez o que vai fazer diferença são detalhes como uma brinquedoteca segura ou carregadores de celular em cada mesa. Apesar de parecer simples, para que soluções assim (que atingem, de fato, o cliente) surjam, é preciso direcionar a cultura da empresa à inovação. Pensando nisso, aqui vão sete dicas para estimular a criatividade da sua equipe:

1. Invista no espaço físico:
Espaços confortáveis, coloridos, lúdicos e que permitem a interação entre grupos, o descanso e a diversão, podem contribuir com a criatividade. Várias empresas estão reformando sua sede, criando ambientes parecidos com aquelas reconhecidamente mais criativas, como Google e Facebook. O uso de cores, post-its, paredes que imitam quadro giz, ambientes de recreação, salas de reunião do tipo aquário, reuniões ao ar livre geram novos estímulos que aumentam as chances de gerar novas ideias. Mas, cuidado: o ambiente físico, por si só, não é condição suficiente para garantir que a criatividade ocorra.

2. Crie uma cultura livre de punições:
Caso as pessoas tenham medo de punição ao gerar novas ideias, nunca tenham suas ideias implementadas ou ao menos um feedback que explique porque suas ideias não foram aceitas, pouco vai resolver ter um ambiente físico colorido e inovador. Deve existir uma abertura para que o profissional consiga sugerir novos projetos, novos produtos, novos processos, novas ideias de forma geral, garantindo que essas ideias sejam realmente ouvidas. O profissional sentirá que suas opiniões importam e que tem valor para a organização, mesmo que ao final a ideia não seja implementada ou não dê certo.

3. Invista em treinamentos:
É possível desenvolver o pensamento criativo da equipe por meio de treinamentos formais sobre técnicas como o brainstorming, técnicas para solução de problemas ou para o desenvolvimento de pensamento divergente. As metodologias ativas, nesse caso, são altamente recomendáveis. Ainda, deve-se investir em treinamentos relativos à área de atuação de cada profissional, para aumentar sua capacidade de combinar as técnicas de criatividade com os conhecimentos emergentes de cada profissão.

4. Tenha líderes que inspiram:
Dependendo de suas características psicológicas, de seus comportamentos, de seu grau de influência e da forma com que conduzem o relacionamento com sua equipe, os líderes podem contribuir com o aumento ou decréscimo do potencial criativo da organização. Os líderes que conseguem desenvolver um ambiente que estimula a criatividade costumam ter algumas características: conhecimento e experiência em sua área de atuação, alta capacidade de solução de problemas, influência social positiva, habilidades sociais, tais como, comunicação, persuasão, inteligência emocional e social e capacidade de atuar como mentores, garantindo suporte emocional à sua equipe.

5. Garanta que exista desafio, liberdade e autonomia.
Para garantir a dose certa de desafio, o líder deve designar as tarefas certas para as pessoas certas, de acordo com a característica da tarefa e da pessoa, para que a tarefa não seja muito fácil, nem muito difícil. Quando os funcionários precisam gerar soluções para problemas com os quais são se identificam ou que consideram muito simples, tendem a ficar desmotivados. Quando a tarefa está acima de sua capacidade, tendem a desanimar e desistir. A liberdade envolve dar aos liderados a autonomia para realização das tarefas. Para isso, é necessário ter objetivos claros e bem definidos, bem como quais são os critérios de avaliação para identificar se eles foram realmente alcançados. Caso o gestor interfira o tempo todo na tarefa ou mude os objetivos sem critério, a autonomia e a liberdade ficam comprometidas.

6. Defina critérios
A empresa precisa garantir que os funcionários tenham clareza dos recursos existentes para realizar a tarefa e de qual é o tempo disponível para realização do projeto. Além disso, a equipe precisa saber qual o orçamento disponível da forma mais clara possível. Um orçamento muito apertado pode fazer com que a equipe deixe de gerar ideias para solucionar o problema e passem a gerar ideias para gerar recursos adicionais e conseguir executar o projeto. Sem critérios bem definidos, o grupo fica perdido e perde sua capacidade de julgar objetivamente as melhores soluções.

7. Cuide do feedback
A equipe precisa saber se está indo bem e, caso não esteja, precisa saber o que melhorar. O feedback não deve ser focado em controlar o indivíduo ou em criticá-lo, mas em ajudá-lo a desenvolver suas capacidades e entender pontos de melhoria. A frequência irá depender de cada grupo e do ritmo do projeto, mas recomenda-se que aconteça pelo menos uma vez na semana. Deve-se ter cuidado para que o feedback se refira à ideia e aos resultados alcançados, garantindo que os funcionários tenham informações, dados e fatos que os ajudem a aprender e aprimorar seu trabalho.

Sem dúvidas, a criatividade é uma das mais importantes habilidades do profissional do futuro, pois é matéria-prima para a inovação e pode garantir a sobrevivência do negócio. Por isso mesmo, deve-se buscá-la de maneira intencional. Empresas não se tornam criativas por acaso. Elas investem em pessoas. Do jeito certo.

A importância do que é visual.

Você já parou para analisar quantas imagens vemos por dia? Seja quando estamos utilizando nosso celular, visitando as redes sociais ou assistindo televisão?

A nossa mente é visual, até mesmo nossas lembranças são imagens que um dia consumimos. Todos estes fatores contemplam a nossa percepção e nos afetam.

O design, de forma abrangente, vem para somar e diferenciar estas formas visuais para os usuários, de acordo com a necessidade do cliente. Devemos lembrar que o propósito do design é solucionar problemas.

E neste mundo conectado, um dos principais problemas tem sido a apresentação do serviço nessas vitrines virtuais. E por que não deixar a sua mais atraente?

Grandes empresas se esforçam em criar modelos de postagens que identifiquem seu negócio, seja por cor, fontes, formas, entre outros. Todos esses fatores se alinham para a composição de um resultado que deixe claro o público que se quer atingir.

Por exemplo, o Nu Bank explicita o seu propósito ao utilizarem a cor roxa de forma predominante para a identificação de seu produto. A marca construiu uma imagem que remete a consumidores que são jovens, modernos e desejam inovação.

Este  é  apenas um exemplo, as vezes você só está nos primeiros passos do seu negócio. Mas se tem um fator que pode te diferenciar dos demais é justamente o visual.

Qual seu público alvo? Quem você quer atingir? Como sua marca se comporta diante deste público? São perguntas como essas que podem te guiar para uma apresentação mais estruturada e, consequentemente, mais funcional.

Diante dessa funcionalidade, a estética se mostra como algo de suma importância para almejar esse objetivo. Em um mundo visual, o destaque se torna fundamental para a captação do consumidor.

No design, com o estudo de hierarquia das informações, do uso das linhas, formas, fontes, cores e o balanço entre todos esses aspectos, contribui para resultados mais assertivos e maior destaque.

E, se você quer aprender mais sobre os princípios básicos do design para aplicar nas redes sociais e ter mais sucesso na suas publicações, conheça nosso curso Design + Canva.

Nem sempre encantar o cliente é o melhor a se fazer.

Sua empresa tenta encantar o cliente a qualquer custo? Cuidado! Isso pode ser um tito no pé. Apesar de muitos clientes gostarem de terem suas expectativas superadas com as empresas, e a recomendarem por isso, empresas que focam sua estratégia no encantamento contínuo podem ter sérios problemas.

Um problema que pode acontecer é que o cliente se acostuma a ter suas expectativas superadas em todas as compras que faz (por exemplo, uma loja online que promete entregar em 10 dias e o pedido sempre chega depois de cinco dias).

A partir do momento que o “padrão” se torna o motivo de encantamento, essa super satisfação não acontece mais e, se um dia essa empresa deixar de entregar nos 5 dias, o cliente acostumado a receber no prazo menor pode ficar decepcionado e insatisfeito com o serviço. Em resumo, se seu cliente achar que o “nível subiu” e se acostumar com ele, pode ser difícil entregar algo de menor qualidade.

Outro problema para empresas que querem sempre encantar é que nem todo cliente é igual. Há clientes que se encantam com cartas escritas à mão, enquanto outros simplesmente as ignoram. Então clientes de negócios que prometem encantamento podem se frustar porque não encontraram nada de relevante naquele lugar, e também ficar insatisfeitos

Finalmente, pode haver o excesso de gastos. Empresas que encantam sempre precisam estar atentas ao comportamento dos clientes e estarem inovando constantemente. A inovação não é algo barato e nem sempre é simples – precisa, na maioria das vezes, de recursos financeiros e de uma equipe voltada a criar coisas novas. Reflita se sua empresa tem essa capacidade.

Há outras formas de o cliente retornar à empresa e recomendá-la sem, necessariamente, ficar encantado. O básico é: fazer o serviço bem feito, entregando o que promete. Antes de tentar encantar, faça o mínimo do jeito certo. Imagine os restaurantes do Mc Donalds. Eles dão lucros a seus acionistas e talvez nunca te encantaram – mas fazem o básico de uma forma excelente: refeições rápidas, com sabor e preço já conhecidos.

Então, antes de encantar a todo custo, recomendo que faça as contas: é mais barato oferecer um serviço confiável ou estar sempre tentando encantar? Até quando o negócio terá fôlego para encantar os novos e antigos clientes?

5 empresas que realmente criaram novas experiências para o cliente

É muito comum ouvir do novo empreendedor que seu negócio se trata de “um novo conceito” ou de “uma nova experiência” para o cliente. Às vezes fico pensando se esses clichês são o novo “qualidade com baixo preço”. Assim como raramente a qualidade anda junto com preço inferior, criar uma nova experiência não é fácil. E, se você não promete o que cumpre (no caso, não oferecer nada de diferente ao consumidor), a chance de tornar o cliente insatisfeito é grande.

Hoje em dia tudo é “um novo conceito”. Pare de dizer que está criando um novo conceito se isso não for verdade!

Quem nunca foi em uma cafeteria que prometeu “uma nova experiência” e encontrou uma cafeteria comum? Seus funcionários podem ter feito um ótimo atendimento e servido um café delicioso, mas nada que se aproxime de algo “novo”. E as barbearias gourmet? Entregar uma cerveja para o cliente que faz a barba não tem nada de novo.

Conforme o mercado vai evoluindo, os clientes não se contentam mais com o que se contentavam anos atrás. O que antigamente era diferenciação, hoje se tornou básico. E quem consegue inovar, ou trazer de fato a “nova experiência”, se destaca.

Aqui estão cinco exemplos de empresas que oferecem aos clientes experiências realmente diferentes de compra:

1. Pão de Açúcar

O Pão de Açúcar não anuncioupao_de_acucar_express “uma nova experiência”, mas ele utiliza seu Aplicativo de forma inteligente e que realmente muda a forma de as pessoas comprarem.

A partir de um cadastro, o sistema sabe quais produtos você mais compra. Assim, no aplicativo você pode liberar descontos para aqueles produtos que você mais consome. Cada cliente recebe descontos em produtos diferentes – e, o melhor, nos produtos que ele realmente irá comprar.

Além disso, há a opção de agendar o horário em que vamos passar no caixa. Assim, não é mais preciso enfrentar filas na hora de encerrar a compra.

 

2. Nike

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Essa história aconteceu comigo. Eu sou corredor de rua e, até então, sempre utilizava tênis da Mizuno. Um dia estava com tempo livre, voltando a pé para casa, e resolvi entrar na loja da Nike da Rua Oscar Freire para ver as opções de tênis disponíveis. Expliquei para o vendedor minhas preferências e ele trouxe três modelos para que eu pudesse experimentar.

Um parênteses: não compramos tênis de corrida unicamente pela estética. Ele precisa ser confortável e, principalmente, adaptar ao nosso estilo de corrida. E isso só é possível de saber correndo.

Assim que calcei os tênis, o vendedor me apontou uma esteira e disse: “você pode testá-los ali”. Argumentei que eu estava com calça jeans e camisa, incompatíveis com o exercício. O vendedor já me ofereceu um short e uma camiseta apropriada (que, obviamente, também eram produtos vendidos na loja).

Me troquei e subi na esteira. Com menos de um minuto correndo, o mesmo vendedor me aparece com um copo d’água, fazendo que eu não sofresse desconforto e que vivesse uma experiência realmente próxima da real quando eu estivesse usando o tênis.

Não deu outra: mesmo sendo mais caro do que na internet, a compra foi feita ali mesmo. Desde então só uso um modelo específico de tênis da Nike.

 

3. Amazon Go

amazon_goEssa é a única da lista que não existe no Brasil. O Amazon Go é um supermercado aberto ao público em janeiro de 2018 em que não há caixas. O cliente simplesmente pega o produto da prateleira e o sistema entende que ele está comprando e faz o débito em sua conta. Se o cliente devolve o produto, não há o débito. Simples assim. Uma loja que você pega o que quer e vai embora. A tecnologia é responsável por fazer a cobrança.

 

4. Yellow

yellowBicicletas compartilhadas já são comuns em várias cidades. O problema é que sempre precisamos achar uma estação, tanto para retirar quanto para devolver as bicicletas – e essas estações nem sempre são perto de onde precisamos ir.

A Yellow lançou seu serviço de compartilhamento de bicicletas em que o usuário pode deixar a bike em qualquer lugar. Da mesma forma, quem quer alugar uma bicicleta olha no mapa onde há uma disponível, vai até lá, destrava o cadeado por meio do aplicativo e pode sair pedalando.

 

5. Amaro Guide Shop

amaro_oscarÀs vezes temos dúvida na hora de comprar roupas online: vai servir? O caimento será bom? O tecido é como parece nas fotos?

Para resolver esse tipo de problema, a Amaro, loja online, lançou seus guide shops. São espaços físicos que não vendem nada. Nas guide shops há todos os modelos e tamanhos de roupas vendidas pelo site. O cliente pode ir lá e experimentar à vontade. Depois é só pedir pelo site – prometem a entrega em até dois dias úteis.

Tenha uma cultura de inovação na sua empresa! Buscar o que realmente é novo é muito melhor do que ir atrás de clichês.

Vejam que, hoje, todas essas são novas experiências para o cliente. Provavelmente daqui alguns anos várias outras empresas já farão o mesmo, e o que é sensacional hoje passa a ser comum, deixa de encantar o cliente – e quem não faz fica fora do mercado.

Sim, as pessoas se acostumam e ficam cada vez mais exigentes. O que você tem feito para realmente se diferenciar dos concorrentes? Para continuar se destacando no mercado é importantíssimo ter uma cultura de inovação na empresa, ou seja, ter sempre ideias estar sempre um passo à frente dos concorrentes. Assim, quando eles começarem a te copiar, você já lança a próxima tendência!

Quer ser mais criativo? Erre mais!

Sabemos que só consegue fazer algo novo aquele que tenta. Também sabemos que quem tenta normalmente comete erros no caminho. Dizer que precisamos aprender com os erros já se tornou quase um clichê, mas ainda estamos longe de saber como fazer isso.

Na nossa sociedade, errar é algo que se deve esconder, é uma vergonha, uma derrota. Por isso, muitas pessoas deixam de sugerir ideias, de tentar coisas novas, por medo de errar.

Para mim, o primeiro passo é entender que errar nunca vai ser bom. Precisamos parar de romantizar o erro. Veja: sentir tristeza, raiva, arrependimento, vergonha é perfeitamente normal. Quem não sente nada, pode estar adoecido. Mais ainda: só é possível aprender com o erro se você se sente mal com ele.

É exatamente daí que vem a reflexão que te levará a crescer, a entender o que deu errado, o que poderia ser melhor e como corrigir. A partir do momento que se tem essa clareza, aceitamos que o erro pode acontecer e, ao deixar de temê-lo tanto, passamos a reduzir as chances de ele acontecer.

Precisamos parar de romantizar o erro.

Então, minha recomendação é pensar: o que posso aprender caso tudo dê errado? O que eu vou perder com isso? O que eu vou ganhar com isso? Ao pensar no que pode perder, tente minimizar as perdas, mas não se desestimular. Ver a possibilidade de ganhos te ajuda com isso.

Você não precisa abandonar seu emprego e gastar todo o dinheiro que tem para testar uma ideia de negócios, pois esse erro custaria muito caro. Mas pode elaborar um pequeno protótipo e mostrá-lo para algumas pessoas.

O máximo que vai acontecer é elas dizerem que não comprariam seu produto ou serviço. Esse é o erro mais valioso que pode existir: saber que sua ideia não vai funcionar antes de gastar muito dinheiro e muito tempo com ela. Aprenda com esse erro e siga adiante!

O que posso aprender caso tudo dê errado?

Talvez você esteja com medo de dar uma ideia ao seu chefe. Pense: qual é a pior coisa que pode acontecer? Se ele vai te demitir apenas por dar uma ideia ruim, talvez essa empresa já não seja mais o lugar ideal para você. Se ele vai apenas criticar a ideia e dizer que não pode executá-la, bom, pelo menos você tentou e agora já tem uma resposta.

Perceba que ao assumir que o erro pode acontecer, mudamos nosso modelo mental e fazemos as pazes com ele. Passamos a nos preparar para suas consequências, mas sem nos bloquear para a ação.

Sugiro que você faça as pazes também com seus erros passados. Escreva todos eles em um papel e tente identificar como eles te ajudaram a chegar onde você está hoje. Nem sempre a relação é linear, mas com o tempo fica claro que sem esses erros você não seria a mesma pessoa.

Perceba que ao assumir que o erro pode acontecer, mudamos nosso modelo mental e fazemos as pazes com ele.

Compartilho um pouco da minha história. Quando eu tinha 23 anos, decidi abrir uma franquia de um restaurante de comida japonesa com uma amiga. Cometemos todos os erros que alguém poderia cometer ao iniciar um negócio.

Não pesquisamos o mercado, abrimos no local errado, o produto não era exatamente o que as pessoas queriam, contratamos funcionários inadequados, gastamos muito com a reforma, com marketing e não tínhamos uma reserva de capital de giro.

Nem preciso dizer que no primeiro ano tudo deu errado. Nós aprendemos com tudo isso e, por mais contraditório que possa parecer, abrimos uma segunda unidade (dessa vez no lugar certo e do jeito certo) e essa nova loja nos salvou.

Se eu te disser que aprendi com os erros de cara e que os superei de imediato, estarei mentindo. No início, fiquei triste, revoltada, culpei os outros e o azar. Depois me senti um fracasso, tive vergonha. Só depois de um tempo decidi fazer algo a respeito disso.

Hoje, tenho clareza que sem esses erros jamais teria começado a Sempreende, minha empresa atual, uma vez que o grande propósito de nossa escola é ajudar pessoas a empreender cometendo o mínimo de erros possível. Ou seja, sem esses erros e, principalmente, sem o que aprendi com eles, eu não teria hoje o negócio que amo.

Agora, quando cometo erros, reflito muito mais rápido sobre eles, tento não me culpar ou me diminuir e vejo o que posso aprender. Se isso ainda não é natural para você, vale a pena buscar ajuda profissional, como terapia, por exemplo, pois às vezes precisamos resolver questões profundas antes de conseguir liberar nossa criatividade novamente!

Sugiro também que você busque aprender com os erros de outras pessoas. Por que suas ideias não deram certo? O que elas poderiam ter feito diferente?

Isso já pode te ajudar a cortar caminhos e a economizar tempo e esforço. Cuidado: não confie em pessoas que não te contam os erros que cometeram e que tenham uma história de sucesso perfeita. Ela pode estar te escondendo alguma coisa!

Não confie em pessoas que não te contam os erros que cometeram e que tenham uma história de sucesso perfeita!

6 TEDs que todo empreendedor deve assistir

Estimular sua criatividade e capacidade de inovação pode ser mais simples do que parece. Basta inserir novos hábitos no seu dia. Um hábito simples e que ocupa pouco tempo é assistir TEDs interessantes. Para quem não sabe, TED é uma série de conferências realizadas ao redor do mundo com a intenção de disseminar boas ideias. Para isso, eles convidam especialistas sobre os mais diversos temas. Se você se interessou, aqui vai uma lista que TEDs que todo empreendedor deve assistir:

1. Carol Dweck: The power of believing you can improve

Nesse TED, Carol apresenta sua pesquisa na qual descobriu que existem dois tipos de pessoas: as que têm mindset fixo e as que têm mindset de crescimento. Aquelas que têm mindset fixo não estão dispostas a errar e só gostam de fazer aquilo no qual já são boas. As de mindset de crescimento estão dispostas a aprender e valorizam o erro como parte do processo para alcançar os objetivos desejados. Vale a pena assistir para entender qual é seu mindset e como você pode desenvolver o de crescimento.

2. Sir Ken Robinson: Do schools kill creativity?

De maneira envolvente e engraçada, Sir Ken Robinson faz uma reflexão sobre como nosso modelo escolar está falido e não nos prepara para as habilidades do futuro. Para ele, as escolas não nos formam como um todo e não valorizam todos os tipos de inteligência, o que gera bloqueios e impede muitas pessoas de empreender. A reflexão vale a pena, principalmente para os que desejam estimular a criatividade em sua vida e negócios.

3. Simon Sinek: How great leaders inspire action

Simon apresenta o círculo dourado, formado pelo “o que você faz”, “como faz” e “por que faz”. Ele nos mostra que as empresas bem-sucedidas são as quem tem clareza do porquê, ou seja, do seu propósito, de sua razão de existir, dos benefícios que gera para o cliente. Ninguém compra o que você faz e sim o benefício que aquele produto ou serviço gera. Empresas que tem clareza do propósito conseguem contratar funcionários que acreditam no que ela acredita e vender seus produtos para quem tem as mesmas convicções. Assista e reflita: você tem clareza da razão de existir de sua empresa?

4. Amy Cuddy: Your body language may shape who you are

Muito se estuda sobre como nossa linguagem corporal afeta como os outros nos veem, mas Amy mostra que a linguagem corporal pode mudar a forma como nos vemos e inclusive proporcionar mudanças fisiológicas. Por exemplo, a pose de super-homem pode inclusive influenciar nos hormônios e nos deixar mais confiantes em uma reunião, por exemplo. Vale a pena assistir para entender como a neuroplastia nos afeta e como pode ser usada a nosso favor.

5. Tom Wujec: Construa uma torre, construa uma equipe

Tom apresenta uma dinâmica de grupo simples, na qual os grupos recebem espaguete seco, um metro de fita adesiva e um marshmallow. Os grupos devem construir a torre mais alta e garantir que o marshmallow não caia. Ele identifica que os adultos ficam muito tempo buscando uma única solução ideal ou se preocupando com o ego, com quem terá a resposta certa. Já as crianças conseguem resolver o problema mais rápido e de forma mais criativa, pois exploram mais possibilidades, testam protótipos e não tentam ser as chefes do grupo. Compensa assistir e propor o mesmo desafio com a sua equipe. Os resultados serão ricos!

6. Adam Grant: The surprising habits of original thinkers

Adam pesquisou pessoas conhecidas por serem originais e criativas e encontrou comportamentos comuns entre elas. Todos são procrastinadores médios, ou seja, não tem pressa para encontrar a solução ideal, mas também não demoram demais para colocá-la em prática. Eles têm mais medo de não inovar do que de não tentar algo novo e falam mais dos seus erros, compartilhando o que aprenderam com eles. Sabem que ter ideias de qualidade só é possível quando se gera uma grande quantidade delas e que a maioria não será boa. Vale a pena assistir para mudar sua forma de pensar sobre criatividade!

Existem muitas informações gratuitas e de qualidade que podem contribuir com seu desenvolvimento pessoal e a inovar em seu negócio. Basta estar atento e dedicar um tempo do seu dia para isso!

Como posso ser mais criativo?

Você acha que a criatividade é um dom exclusivo de algumas pessoas ou profissões? Acha que não é criativo? Esse é um dos principais bloqueios mentais que te impedem de ser criativo. O medo de errar também é um bloqueio paralisante.

Muitos têm medo de expor suas ideias e serem ridicularizados, ou de ter prejuízos de ela não der certo. Na verdade, o erro é uma das principais formas de aprendizado que ajudam no processo de criação. Precisamos aceitar que todos irão errar e aproveitar ao máximo as lições aprendidas.

Ainda, temos uma tendência a seguir o que todos fazem, sem questionar. Assim, nascem muitos paradigmas em diversas áreas de atuação. Seguir as regras, sem parar para pensar no que poderia ser feito de forma diferente, gera acomodação e te impede de inovar.

Nossos hábitos também são responsáveis por minar o potencial criativo. Quem anda sempre pelos mesmos lugares, conversa sempre com as mesmas pessoas, participa dos mesmos eventos, assiste os mesmos vídeos, filmes e programas na televisão acaba gerando os mesmos estímulos. Nosso cérebro precisa ser estimulado de formas diferentes, para juntar novos e velhos conhecimentos e criar coisas novas.

Consideramos que a criatividade é a geração, desenvolvimento e a implementação de novas ideias. Ou seja: existem formas diferentes de ser criativo. Algumas pessoas preferem gerar ideias, enquanto outras preferem colocá-las em prática, enfrentando os desafios desse processo.

Convencer pessoas a desenvolver ou comprar sua ideia também são competências dos criativos. Procure investigar qual desses estilos predomina em você. Sua motivação para gerar ideias ou oportunidades para colocá-las em prática também influenciam diretamente na sua criatividade. Observe se o ambiente está te estimulando ou atrapalhando e, se for necessário, mude.

Algumas dicas para aumentar seu potencial criativo estão diretamente relacionadas a estimular nosso cérebro e criar hábitos poderosos. Adote o hábito de anotar suas ideias, seja em papel, no celular ou mesmo em áudio. Ao ver a quantidade de ideias que você gerou, você se sente mais motivado (mesmo que nenhuma delas faça sentido agora, elas podem fazer sentido no futuro).

Crie um desafio de sair de sua zona de conforto. Seja viajando sozinho, conversando com estranhos, tentando vender algo que nunca vendeu, você conseguirá abrir sua mente para coisas novas. Defina como meta assistir vídeos ou filmes de áreas que não sejam relacionadas com a sua, pelo menos uma vez na semana.

Ainda, você pode usar técnicas simples para te estimular. Pense em produtos ou serviços que te irritam e que tenham defeitos. Após esse levantamento, gere ideias de como eles podem ser melhorados.

Mesmo que você não coloque essas ideias em prática, você está se forçando a gerar novas ideias. Se você puder fazer isso em grupos, melhor ainda. A diversidade ajuda no processo criativo.

Lembre que existe um período de incubação. Você não precisa ficar frustrado se aquela grande ideia não surge quando você mais espera. O cérebro precisa de um tempo para gerar as novas conexões e, para isso, precisa descansar também.

É por isso que muitas vezes as ideias surgem quando menos esperamos: tomando banho, dirigindo, ou antes de dormir. Esteja preparado para gravar a ideia nesse momento!

Todos podem ser criativos! Identifique seus bloqueios mentais e tente se livrar de cada um deles (um por vez). Procure compreender qual é seu estilo criativo e se juntar com pessoas que te complementem. Crie novos hábitos. Trabalhe em equipe. Faça exercícios de aquecimento para o cérebro todos os dias!

E, tenha paciência, pois após o período de incubação, boas ideias irão surgir.