13 ações que você pode fazer para seu negócio sobreviver à crise do COVID-19

As notícias e incertezas causadas pela pandemia do COVID-19 tem deixado todos preocupados, não apenas pela saúde pública, mas também pela crise econômica que já começa a pairar. Apesar disso, o desespero e o pessimismo não irão contribuir com a saúde do negócio. Por isso, aqui estão 13 ações práticas que você pode fazer para mitigar os efeitos da crise na sua empresa:

  1. Foque na comunicação: seus funcionários e clientes precisam de informações transparentes e confiáveis. Não tome decisões sem compartilhar com a equipe, não fique vários dias sem conversar com seu cliente. Informação transmite segurança e seriedade. Dependendo do tamanho de sua empresa, é ideal escolher uma única pessoa que será responsável por toda a comunicação interna e externa. Escolha alguém calmo, equilibrado e que transmita credibilidade.
  2. Reduza ao máximo os seus custos: você precisa preservar seu caixa. Por isso, renegocie aluguel, prorrogue prazos com fornecedores, cancele mensalidades de serviços dispensáveis e fique de olho nas medidas adotadas pelo governo (é possível prorrogar o pagamento do Simples e FTGS, por exemplo).
  3. Pense em formas diferentes de entregar seu produto ou serviço: sua empresa surgiu para atender as necessidades do cliente. Se as necessidades do cliente mudaram, sua forma de vender e entregar precisa mudar também. Pense em criar infoprodutos (aqueles que podem ser vendidos pela internet), em fazer entregas na casa do cliente ou por meio de drive-through.
  4. Mantenha o relacionamento com o cliente: ainda que você não tenha um negócio que pode continuar funcionando durante a quarentena, mantenha-se conectado com o cliente. Ele não vai se lembrar de você caso você suma. Gere conteúdo com dicas que o ajudem. Por exemplo: se você vende vestidos de noiva e suas vendas caíram, pense em dar dicas para as noivas sobre como adiar o evento. Assim, elas sabem que podem contar com você e irão te procurar quando decidirem comprar.
  5. Faça parcerias: pense em pelo menos 3 empresas que podem ser suas parceiras, seja para te ajudar a reduzir custos, a fazer entrega, a te divulgar ou garantir que você seja lembrado pelo cliente. É momento de colaboração, não de competição.
  6. Reescreva e relembre seu propósito: em momentos de desespero, é muito fácil perder de vista o que nos levou a querer empreender e a tomar decisões desesperadas para vender de qualquer jeito. Por isso, relembre o seu propósito! Para não desanimar, você precisa ter clareza do que te motivou, até para não sair vendendo coisas que não têm nada a ver com você.
  7. Tire o “não vai dar” do seu vocabulário: o pessimismo mata as boas ideias. O momento é difícil, novo e inesperado. As soluções existentes não são suficientes, pois o problema não é o mesmo. Por isso, pare de bloquear suas ideias. As ideias mais malucas podem ser exatamente a solução que você precisa. Converse com pessoas, busque inspirações, ative sua mente criativa.
  8. Procure saber o que empresas de outros países fizeram: o Brasil está alguns dias ou meses atrás de outros países que enfrentam a pandemia. Além disso, países que sofrem com desastres naturais já passaram por momentos de dificuldades semelhantes a esse. Pesquise o que as empresas fizeram para dar a volta por cima. Você pode ter ótimas inspirações.
  9. Melhore seu atendimento online: não adianta colocar a equipe em home office e passar a vender pela internet se seu atendimento não é bom. Foque na agilidade, preste atenção no seu tom de voz e garanta que está facilitando a vida do cliente.
  10. Arrume a casa: esse é um bom momento para fazer todas aquelas coisas que você nunca tem tempo de fazer. Revise seu perfil no LinkedIn. Melhore seu site. Crie novas apresentações para seu portfólio. Limpe os armários. Deixe tudo em ordem e preparado para quando a crise passar.
  11. Elabore uma ação de reabertura como uma segunda inauguração: quando o período da quarentena acabar, muita gente vai querer comprar. Prepare ações interessantes e baratas para chamar a atenção do cliente. Garanta que você seja visto primeiro e que seja mais atraente que seus concorrentes.
  12. Faça um planejamento estratégico considerando um cenário otimista, um pessimista e um pior ainda: é hora de gerar ideias e se preparar. Pense em como seu negócio pode sobreviver se as coisas complicarem ainda mais. Não espere o problema para gerar ideias de soluções.
  13. Cuide de sua saúde mental: não adianta olhar para o negócio e para sua equipe e se esquecer de você. O momento pede agilidade, mas não pressa. Garanta que você está emocionalmente bem. Faça terapia, meditação, exercícios físicos. Peça ajuda se for necessário. Desacelere quando sentir que precisa.

Todo mundo já cansou de ouvir que empreendedores arriscam, perseveram, são resilientes e sabem passar por dificuldades. Essa é a hora de colocar esses conceitos em prática. Com sabedoria, planejamento e agilidade, tenho certeza de que você conseguirá conduzir seu negócio durante a crise e colher os frutos depois que ela passar. O importante é se manter em movimento.

5 ações para você atender bem pela internet – parte 3

Sabe qual é a principal razão para o atendimento online ser tão ruim na maioria das empresas? Elas ainda não entenderam que esse atendimento é tão importante quanto o presencial ou telefônico e não pode ser feito de forma amadora. Atender online deve ser prioridade, e não ser feito apenas quando dá tempo. Por isso, preparei mais 5 dicas para você profissionalizar ainda mais seu atendimento pela internet:

1. Contrate profissionais exclusivos para o atendimento online

Com o aumento da demanda para atendimento online, é pouco provável que seus funcionários que atendem pessoalmente consigam atender bem online. Claro que isso depende da demanda e do perfil de cada negócio, mas para não sobrecarregar sua equipe e garantir um atendimento de qualidade, considere contratar profissionais exclusivos para o online.

2. Conheça bem seus produtos e serviços

Para atender online você precisa conhecer muito bem todos os seus produtos e serviços, além de saber onde eles estão anunciados, quais são as informações disponíveis no site e nas redes sociais, se existem promoções vigentes e estoque disponível. Ao dar uma informação errada, você pode ter problemas, já que o cliente pode dar prints na conversa e também ficar frustrado.

3. Crie apresentações simples com seu portfólio ou catálogo

Dependendo do seu negócio, você precisará mostrar seu portfólio ou catálogo para o cliente. Crie apresentações simples, não muito pesadas, com imagens de qualidade e sem excesso de texto, para que a pessoa possa ver e ler de qualquer lugar.

4. Capriche na qualidade das propostas

Para você que trabalha com propostas, tem se tornado comum enviá-las pelo WhatsApp para agilizar a comunicação. Antes de enviar, tenha o cuidado de conferir o texto, evitar erros ortográficos, verificar se a fonte está pequena demais, se o arquivo foi salvo corretamente. Uma proposta mal feita ou parecendo que foi feita às pressas pode impactar negativamente a percepção que o cliente tem do seu negócio.  

5. Utilize ferramentas online para assinatura de contrato

Se o cliente fez toda a negociação online, fica desagradável imprimir, assinar e digitalizar um contrato para te enviar. É melhor usar ferramentas online, que tenham validade jurídica, como a Contraktor.

É hora de aceitar que o atendimento online não é só uma tendência. É uma realidade. Quanto antes você se preparar e se organizar, melhores serão os seus resultados.

Para conferir as outras dicas é só clicar aqui: parte 1 e parte 2

5 ações para você atender bem pela internet – parte 2

Nesse texto dei 5 dicas para você atender bem pela internet. Como o atendimento online é cheio de desafios, aí vão outras 5 dicas para te ajudar.

1. Resgate o histórico do cliente

Seus clientes podem falar com você em mais de um canal. Às vezes um cliente já conversou diversas vezes pelo WhatsApp e inicia uma conversa pelo Instagram. Resgate a outra conversa para ver quais são as preferências do cliente, o que ele já comprou e qual o seu histórico. Algumas pessoas podem se sentir ofendidas quando você não se lembra delas ou ter a impressão de que a empresa é desorganizada.

2. Utilize ferramentas de CRM

CRM, ou Customer Relationship Manager se refere a todos os processos e ferramentas usados pela empresa para gerenciar sua relação com os clientes, satisfazê-los e fidelizá-los. Uma boa gestão do relacionamento prevê armazenar dados sobre as preferências do consumidor, informações sobre seu aniversário, histórico de compras, e tudo mais. Você pode usar um simples caderno ou softwares mais completos, como o Nectar ou PipeDrive, mas não deixe de utilizar alguma ferramenta. Assim, você consegue personalizar o atendimento, fazer com que o cliente saiba que você se importa e aumentar suas vendas, uma vez que é possível avisar quando novos produtos chegaram ou fazer follow-up de negociações.

3. Cuide do tom de voz

Na nossa comunicação, apenas 7% se referem às palavras ditas. 38% diz respeito ao tom de voz e 55% à linguagem corporal. Isso quer dizer que o modo como você diz alguma coisa afeta mais o entendimento do ouvinte do que a mensagem em si. No atendimento online, a linguagem corporal e o tom de voz não ficam evidentes. Por isso, você deve usar estratégias. Evite usar letras maiúsculas, pois elas dão a impressão de que você está gritando. Use emojis para auxiliar no tom de voz (com moderação). Releia sua mensagem em voz alta, com um tom de voz agressivo. Se ela se encaixar nesse tom, reescreva para evitar interpretações erradas.

4. Revise todas as conversas no fim do dia

Para garantir que nenhum cliente ficou sem resposta ou que nenhuma conversa tenha ficado incompleta, revise todas as conversas do dia antes de encerrar o expediente e deixe aquelas não respondidas marcadas como não lidas. Isso é também uma forma de follow-up que ajuda a aumentar suas vendas.

5. Use o WhatsApp Business

A ferramenta permite fazer catálogos online, criar mensagens automáticas ou atalhos, responder pelo computador e criar etiquetas para categorizar as conversas (na minha opinião o melhor recurso). Assim, você pode manter as conversas organizadas e facilitar seu trabalho.             Atender bem é uma decisão que você e sua equipe precisam tomar todos os dias. Conheça as ferramentas que estão à sua disposição e teste as opções para encontrar as que fazem mais sentido para seu negócio. Você precisa garantir que seu cliente goste do atendimento e volte a comprar de você.

5 ações para você atender bem pela internet

Nos próximos 2 anos, 2 em cada 3 atendimentos serão feitos online (site, WhatsApp, Instagram, etc). Seu negócio está preparado?

Você já enviou uma mensagem querendo comprar alguma coisa e, enquanto esperava a resposta, procurou outra empresa, enviou mensagem e fechou a compra, enquanto a primeira empresa ainda nem tinha te respondido? Esse é um erro típico: não dar ao atendimento online a atenção que ele merece. Não basta se preocupar com uma rede social bonita, ou com uma loja física impecável. O atendimento online muitas vezes é o primeiro ponto de contato entre o cliente e seu negócio e, por isso, não pode falhar. Aí vão algumas dicas que podem te ajudar:

1. Responda rápido.

Quando o cliente manda uma mensagem e você demora para responder, a sensação é a mesma de entrar em uma loja e ser completamente ignorado pelos vendedores. Na internet, a percepção de demora é ainda maior, já que todos se acostumaram com a agilidade da rede. Por isso, responda rapidamente. Ainda que não consiga dar atenção completa para aquele cliente no momento, mande uma mensagem do tipo: “estou finalizando um atendimento e te respondo em alguns minutos” ou deixe claro em qual posição ele está na fila de espera. Assim, o cliente sente que foi valorizado e fica mais propenso a te esperar.

2. Cuidado com erros ortográficos

A percepção do cliente sobre a sua empresa será feita a partir da conversa online. Talvez você não tenha uma outra chance de contato com ele. Erros ortográficos passam a impressão de que sua empresa é desorganizada ou até mesmo incompetente. Peça que todos da equipe revisem seu texto antes de enviar.

3. Tenha mensagens prontas salvas

A agilidade é fundamental para o sucesso no atendimento online. Por isso, você pode ter mensagens prontas para aquelas perguntas que são mais comuns ou informações que precisa fornecer sempre, como os dados bancários da empresa. Só tenha o cuidado de personalizar a mensagem para quem está lendo. Por exemplo: se a mensagem tiver sido escrita no masculino, adapte para o feminino.

4. Use automação com (muita) moderação

Quanto mais os atendimentos se tornam automatizados, mais as pessoas valorizam ser tratadas como pessoas. Dê atendimento personalizado. A automação é confortável para você, mas não ajuda a estabelecer vínculos com o cliente e a estreitar o relacionamento. Se ela for necessária, use apenas para iniciar o atendimento, verificando qual é a opção desejada pelo cliente (quando no site) ou para avisar seu horário de funcionamento nos momentos em que estiver indisponível (no WhatsApp, por exemplo).

5. Áudios só com autorização

Se a pessoa está conversando com você por um canal online e não por telefone ou pessoalmente, é muito provável que ela não queira ouvir sua voz e prefira digitar. O áudio pode ser mais confortável e rápido para quem atende, mas nem sempre é agradável para quem recebe. Por isso, pergunte ao cliente, antes de enviar, se ele quer e pode receber um áudio no momento. Ainda que ele aceite, seja objetivo e fale apenas o necessário. É muito desconfortável ouvir áudios com mais de 1 minuto.

No atendimento online, a empatia é a regra máxima. Pense como seu cliente gostaria de ser atendido e trate-o da maneira que ele merece. Com organização, uso das ferramentas corretas e boa vontade, você conseguirá garantir um atendimento excelente!

5 pontos para analisar antes de escolher o segmento de mercado para seu negócio

Escolher um público com características semelhantes para atender (o que chamamos de “segmento”) é extremamente importante para sua empresa para que você saiba, entre outras coisas, quais produtos oferecer e como comunicar. Por exemplo, se você tem um restaurante, o estilo do cardápio, os pratos oferecidos e a forma de atender é bem diferente se você atende público idoso ou se você atende adolescentes qua acabaram de sair do colégio.

Você pode segmentar seu público de acordo com várias características, como idade, profissão, momento da vida, valores ou atividades que realiza. Além disso, não tem problema nenhum em você atender mais de um público distinto – embora tentar atender muitos segmentos pode fazer seu negócio perder o foco.

Pensando nisso, aqui vão 5 pontos para você analisar antes de decidir qual público atender com seu negócio:

·       Crescimento do mercado: É melhor escolher um segmento que esteja crescendo. Por exemplo, sabemos que a população está envelhecendo. Assim, um segmento que inclui “pessoas com mais de 60 anos” tem sua vantagem por estar em expansão.

·       Número de concorrentes: Mesmo que haja muitas pessoas com um determinado problema, seu negócio pode ter menos chances de sucesso se há várias outras empresas resolvendo os problemas dessas pessoas. Por exemplo, quem tem um automóvel precisa comprar combustível com frequência, ou seja, podemos pensar que “há mercado para um posto de combustíveis”. Mas se abrirmos um posto em um local que tenha várias outras opções, podemos ter menos resultados do que abrir em um local com menor concorrência.

·       Facilidade de entrada de concorrentes: Poucos empreendedores levam esse item em consideração. Negócios com maiores chances de sucesso são aqueles em que a entrada de concorrentes no mercado é mais difícil. Por exemplo, recentemente houve um boom de food trucks. Um amplo segmento de mercado estava comprando refeições nesse tipo de negócio. Os primeiros food trucks abertos conseguiram faturar bem mas, como é relativamente fácil abrir um food truck, o mercado rapidamente saturou — e praticamente acabou.

·       Possibilidade de expansão com novos produtos: Um bom segmento é aquele que permite que seu negócio consiga expandir, vendendo para o mesmo segmento. Por exemplo, uma confeitaria que tem como segmento pessoas que “só comem produtos low carb” tem a possibilidade de se expandir no futuro, por exemplo, vendendo almoço executivo low carb para o segmento que ela já atende (seus atuais clientes) ou suplementos alimentares com o mesmo fim.

·       Quem você gosta de atender: Sempre é difícil trabalhar com pessoas que você não tenha afinidade. Ou seja, se você não tem paciência para lidar com crianças, terá dificuldades em ter uma escola de educação infantil. Por isso, não pense apenas no lucro, mas também naquilo que te satisfaça pessoal e profissionalmente.

Aconselho que, antes de abrir um negócio ou de mudar o público a ser atendido, você analise cada um desses pontos de acordo com os segmentos de mercado que você pode atuar. Não se esqueça que seu negócio, sempre, vai precisar de clientes para sobreviver e, fazendo uma boa escolha do público, as chances de não faltarem pessoas comprando de você serão maiores.

Como encontrar o sócio ideal para seu negócio?

Até alguns anos atrás, era comum a figura de um sócio no negócio, ainda que meramente por questões burocráticas, para configurar a “sociedade limitada”. As Empresas Individuais de Responsabilidade Limitada (Eireli) e os Microempreendedores Individuais (MEI) mudaram um pouco essa realidade. Ainda assim, muitas pessoas buscam sócios para seus negócios, seja para dividir tarefas e responsabilidades ou conseguir aporte de capital. A escolha da pessoa ideal nem sempre é fácil.

Para que uma sociedade funcione bem, é fundamental entender as bases dessa relação. Todos os envolvidos precisam ter valores similares. Por exemplo, se a ética é importante para você, fica praticamente impossível se associar com alguém que está disposto a subornar fornecedores. Por isso, busque compreender profundamente quais são os valores do possível sócio. Nem sempre uma próxima de você, como um amigo ou membro da família é a melhor opção para ser seu sócio. Uma boa pesquisa em redes sociais profissionais, conversas com antigos funcionários e parceiros de trabalho já podem te nortear.

Além dos valores, é fundamental que você e os possíveis sócios tenham visões e objetivos similares para o negócio. É claro que, no início, não é possível prever o quanto o negócio vai crescer, mas se você tem vontade de expandir a empresa para todo o país ou mundo e seu possível sócio quer um negócio pequeno e trabalhar apenas meio período, vocês têm um problema. Associe-se com alguém que esteja tão comprometido quanto você.

É comum iniciar uma sociedade baseando-se na afinidade. Como falei, vocês precisam de afinidades de valores, objetivos e ter um propósito em comum, mas isso não significa que precisam pensar da mesma forma. Pelo contrário! Ao buscar um sócio ou parceiro de trabalho, busque alguém que te complemente. Se você é muito boa em marketing e vendas, procure alguém de operações ou finanças. Se você tende a ser muito racional ou pessimista, procure alguém otimista. Isso irá enriquecer as discussões, e contribuir com o crescimento da empresa. Como todo relacionamento, a sociedade é cheia de desafios. Isso não quer dizer que precisa ser difícil ou incômoda. O diálogo sincero e maduro é o melhor caminho. Seja sincera sobre suas expectativas desde o início. Fale quando algo te incomoda. Dividam papéis e funções. Tenham uma assessoria jurídica para garantir a transparência no contrato. E o mais importante: antes de convidar alguém para ser seu sócio, pergunte-se como aquela pessoa irá contribuir para o crescimento e sucesso do negócio. Se não tiver certeza, é melhor continuar sozinha.

5 apps indispensáveis para seu negócio

Aplicativos são úteis para qualquer negócio, mas às vezes ficamos perdidos entre tantos apps que existem. Qual realmente vale a pena instalar? Aqui vai a lista de cinco dos meus apps favoritos para serem usados nos negócios:

1. Contacts Journal CRM

            Esse aplicativo serve para você gerenciar tudo que acontece com seus clientes. Funciona assim: você adiciona o nome de um cliente e pode colocar as informações que quiser sobre ele (por exemplo, produto preferido, frequência de visita à sua loja ou tamanho da roupa). Só isso já seria ótimo para você fazer um ótimo relacionamento com seu cliente (você não precisaria perguntar coisas básicas toda vez que o cliente foi até você), mas o app vai além. Você pode, também, colocar a data e informações sobre cada contato com o cliente (ex.: na visita do dia 23/11, ele comprou uma pizza de calabresa) e adicionar tarefas futuras (por exemplo, “quando chegar uma blusa vermelha M, ligar para avisar”). Tudo isso de forma super simples e intuitiva.

            A versão de teste do app é grátis (é possível adicionar até 20 informações). A versão ilimitada custa R$ 94,90 para um usuário. Para equipes, o preço é a partir de R$ 32,90 por mês.

2. CellPrompter

            Esse aplicativo te ajuda a não esquecer o que você precisa falar na hora de gravar vídeos. Assim como o teleprompter que apresentadores da televisão usam, você pode colocar o texto que você quer falar no seu vídeo na tela do celular, e ele vai rolando enquanto você fala. Ou seja, chega de dar brancos e ter que repetir a gravação de vídeos várias vezes!

            O app custa R$10,90 na App Store e R$ 4,99 na Google Play.

3. Mojo

            Vídeos com aparência profissional em poucos cliques. Muitos templates para serem usados. Ampla possibilidade de personalização. Novidades frequentes. Isso é o que o Mojo faz. Ele praticamente leva seus vídeos a um outro patamar – o difícil é escolher entre tantas ótimas opções de edição.

Você pode testar o Mojo com alguns templates gratuitos. A versão completa custa R$119,90 por ano.

4. ClickUp

            Esse é um aplicativo, que também possui a versão web, que vai ajudar você e sua equipe a organizarem suas tarefas. Ele parece o Trello, mas é muito melhor. O funcionamento é simples: você cadastra uma tarefa a ser feita, indica quem são os responsáveis por executá-la e o prazo. A partir daí, você (ou quem você quiser) consegue acompanhar o andamento de tudo que deve ser feito na empresa. Além disso, uma tarefa pode ser subdividida em várias: ótimo para controlar processos e saber exatamente como anda a produtividade de toda a equipe.

            O app tem muitas funcionalidades grátis. A versão paga (a partir de R$20/mês/usuário) aumenta a capacidade de armazenamento, permite personalizar campos entre outras coisas.

5. Slack

            A conversa no WhatsApp se perde? O Slack pode resolver seus problemas! Esse aplicativo, que também possui a versão web, serve para melhorar a comunicação entre sua equipe. Você cadastra todas as pessoas que são parte do seu time e, ao contrário do WhatsApp que todas as conversas ficam no mesmo lugar (a não ser que você crie vários grupos), no Slack você pode abrir vários canais, um para cada assunto. Além disso, ele permite que se converse de forma individual ou que se abram sub-chats dentro de qualquer canal.

            Assim como o ClickUp, grande parte das funções é gratuita. A versão paga, a partir de 4 dólares/usuário/mês, tem funcionalidades como permitir chamadas de vídeo e realizar buscas ilimitadas.

5 passos para fazer o Planejamento Estratégico da sua empresa

Menos de 60 dias para o fim do ano. Tenho certeza que você fez muita coisa e superou diversos desafios nos outros trezentos dias que se passaram. É chegado então o momento de fazer uma pausa – mas não uma qualquer – uma pausa estratégica. Analisar documentos, fazer um paralelo entre o que foi estabelecido como alvo no início do ano e o que se alcançou até o momento, revisar o planejamento. E, para aqueles que navegaram até o momento sem uma bússola, é hora de mudar essa situação.

Grande parte das empresas não tem ideia de como faz para tomar as decisões mais corretas, mesmo já se sabendo que o planejamento pode fazer a diferença para o sucesso do empreendimento.

Planejar significa organizar um plano, um roteiro, que levará ao alcance de resultados. Sua empresa está lucrando? Maravilha! Mas será que o resultado atual é o melhor que ela pode alcançar? O planejamento estratégico poderá responder essa e outras questões.

Para aqueles que não costumam se planejar aqui estão 5 passos para se preparar para o futuro:

1º passo: Obtenha informações. Faça o levantamento do maior número de informações possível sobre a empresa e mercado (ex.: resultados, tendências, concorrentes). Veja também como o governo pode influenciar no negócio (ex.: alguma nova lei, benefício para vender seu produto ou coisas do tipo);

2º passo: Tenha indicadores. Indicadores funcionam como termômetros, que indicam a saúde financeira do seu negócio. Então reúna a maior quantidade de números possíveis, como: faturamento, número de vendas, ticket médio, taxa de rotatividade de funcionários ou número de pedidos de orçamento.

3º passo: Pense no futuro. Responda as perguntas: “onde eu queria estar?”; “Os objetivos que tenho para o meu negócio estão sendo alcançados?”; “O que pode ser melhorado?”.

4º passo: Trace objetivos. Tenha suas metas definidas para saber onde você quer chegar. Seus objetivos precisam ser:

– Específicos: tenha clareza do que se deseja alcançar e foque no resultado. Ex.: Aumentar o número de vendas.

– Mensuráveis: especifique como o resultado será medido, um indicador tangível. Ex.: Aumentar em 20% o número de vendas.

– Atingíveis: seja ousado, mas mantenha os pés no chão. Estabeleça objetivos e metas que impactem positivamente no desempenho do empreendimento, que tirem a equipe da “zona de conforto”, mas que sejam possíveis de serem atingidos. Caso contrário, os efeitos poderão ser negativos, gerando desmotivação.

– Temporais: estabeleça um período claro para que os objetivos e metas sejam atingidos. Dizer simplesmente que deseja “Aumentar as vendas no próximo ano”, não é desafiador o suficiente. Ex.: Aumentar em 20% o número de vendas no primeiro trimestre de 2020.

5º passo: Faça planos de ação. Não adianta fazer um ótimo planejamento se você não colocar em prática. Para ajudar nisso, pense em como você vai executar cada etapa do plano. É importante que você defina quem vai fazer cada atividade planejada.

Importante!!

Quanto mais detalhado o plano de ação, melhor. Além disso, lembre-se que bons planos englobam um período temporal não muito longo, isto é, busque quebrar o seu objetivo anual em metas a serem atingidas em um período de três a quatro meses, por exemplo. Isso auxiliará em uma mudança mais suave de direção, caso o caminho escolhido até o momento não se revele o mais promissor.

Por fim, revise os indicadores novamente e, se necessário, levante outros para mensurar os novos desafios. Destes, escolha 5 indicadores que serão chave para o seu negócio. Eles terão relação direta com os objetivos, planos e metas traçados anteriormente. Lembre-se que o planejamento não deve ser feito agora e relegado a uma gaveta, perdido no esquecimento. Revise-o periodicamente!

Para aqueles que já possuem o hábito de fazer o planejamento estratégico, a dica é ser ousado. Continuem firmes, utilizando essa que é uma das mais poderosas ferramentas para o alcance do sucesso empresarial. Contudo, se desafiem também, afinal os clientes estão ávidos por novidades e a concorrência certamente não está de braços cruzados.

Seu negócio pode ajudar a mudar o mundo!

Você provavelmente já ouviu que todo negócio existe para resolver a dor de um cliente, para solucionar um problema. Mas, você já parou para pensar que a dor que você vai resolver poderia ser uma das dores do mundo?

Eu sempre quis empreender, mas também sempre sonhei em mudar o mundo, e não entendia muito bem como eu poderia fazer os dois: eu teria que ter uma empresa para resolver o primeiro e uma ONG para resolver o segundo? Quando eu descobri que poderia fazer os dois juntos, um leque de novas oportunidades se abriu! Já conversamos por aqui antes sobre Empreendedorismo Social e, hoje, eu vim oferecer para vocês um guia do que pode te ajudar a definir o problema que o seu negócio, ONG ou projeto irá resolver.

Você pode não se lembrar, mas provavelmente já viu esses quadradinhos coloridos em algum lugar:

Esses são os os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), ou Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que foi definida pela comunidade global em 2015.

As ODS nada mais são do que um plano de ação para as pessoas, para o planeta e para os países, buscando a prosperidade e que o país continue a se desenvolver cada vez mais, mas de forma sustentável. São 17 Objetivos, cada um deles com uma série de metas – são 169 no total! – e todos eles se complementam, são integrados e indivisíveis, e pautam o desenvolvimento sustentável em um tripé formado por três dimensões: a econômica, a social e a ambiental.

Assim, eles guiam os próximos 15 anos, focando em ações nas áreas de Pessoas, Planeta, Prosperidade, Paz e Parcerias. 

Ao meu ver, esses 17 quadradinhos já servem como um guia ideal para empreendedores que querem inovar, fazer diferente e propor coisas novas que nunca foram feitas. Imagine fazer isso tudo com foco em solucionar esses problemas que são tão importantes para a humanidade?

Tem muita gente que já está fazendo isso por aí! 

Temos, por exemplo, a Geekie, uma plataforma tecnológica que leva aprendizagem personalizada a estudantes da rede pública e privada, que está diretamente ligada à ODS 4 – Educação de Qualidade; o Programa Vivenda, que promove reformas habitacionais de baixo custo que torna moradias periféricas mais dignas, e se liga à ODS 9 e 11; ou o app Hand Talk, que é uma plataforma que traduz simultaneamente conteúdos em português para a língua brasileira de sinais e tem por objetivo a inclusão social de pessoas surdas, e está ligada à diversas ODS, mas em especial a 10. E tem muitas outras iniciativas que também estão revolucionando o mundo!

Por isso, eu tenho um desafio para você: que tal, quando você estiver pensando na próxima coisa que você vai criar, você procurar um problema dentro dessas 17 caixinhas?

Tenho certeza que você vai se identificar com alguma, e, quem sabe, encontrar uma solução inovadora para ela! Assim, conseguiremos trabalhar juntos para que em 2030 estejamos mais perto de alcançar todas essas metas.

Como colocar seu Storytelling em Prática?

Storytelling não é um assunto novo por aqui. Mas será que você está colocando essa habilidade em prática? Mais do que contar uma boa história da sua trajetória profissional e dos valores da sua marca, você deve acreditar nisso e, de fato, viver esses valores. Por isso, vamos falar hoje de dois conceitos: storythinking e storydoing, abordados por Annette Simmons no livro The Story Factor.

O storythinking explica porque contar boas histórias é algo que funciona tão bem para gerar conexão com nossos interlocutores. A razão é simples e talvez tão antiga quanto a própria humanidade: nós pensamos através de histórias. Nos comunicamos e aprendemos melhor quando somos expostos a narrativas com começo, meio e fim e a elementos sensoriais que nos ajudam a capturar as sensações, conflitos e aprendizados de uma determinada situação. Comece a observar quantas histórias passam pela sua cabeça do momento em que o seu despertador toca até tomar o primeiro gole do café da manhã. É tão natural para o nosso cérebro construir histórias para nós mesmos que no nosso momento de repouso uma das nossas principais tarefas é sonhar. Quem não se lembra dos seus sonhos que atire a primeira pedra, mas aposto que você tem pelo menos uma história para contar de um sonho que parecia sem pé nem cabeça e que depois fez todo sentido!

Storydoing é o que sustenta qualquer storytelling: seja um profissional, um gestor, uma empresa ou uma marca. Storydoing é fazer aquilo que você fala, ser coerente com a mensagem que você transmite para o seu público-alvo e comunicar a sua marca através de ações. A história que você conta se torna um compromisso público da imagem que você transmite para os demais. E as pessoas não construirão julgamentos a respeito da sua qualidade profissional ou do seu produto somente a partir do que você fala. O que você faz é o que faz diferença e tem o poder de fortalecer ou desmoronar seu stortytelling.

Quer um exemplo de uma empresa brasileira que tem um storydoing brilhante? Você já passou pela experiência de voar com a Azul? Em todas as interfaces que o cliente tem com esse serviço, é evidente o esforço da empresa em oferecer uma experiência azul. Desde os ônibus que fazem o trajeto dos passageiros que optam por essa comodidade para chegar aos aeroportos até os snacks gostosos servidos no vôo, passando por comissários de bordo super cordiais e, a cereja do bolo: o piloto se despede de cada passageiro em pé, com um sorriso no rosto, ao lado de sua equipe. Parece simples, não? Mas esse não é, nem de perto, o atendimento ao cliente oferecido pelas concorrentes da Azul. Certamente, essa é uma empresa que batalha para fazer aquilo que fala e o resultado disso é uma ação coerente com a promessa feita para o seu cliente: um dia azul.

Qual valor você oferece e como você está colocando em prática? Fale, pense e seja aquilo que você acredita!