O que faz um bom líder?

Liderança talvez seja um dos temas mais debatidos no mundo do trabalho. O intenso debate, no entanto, parece não minimizar as dificuldades do dia a dia enfrentadas por aqueles que desejam ser bons líderes.

Podemos pensar em, pelo menos, três grandes desafios para o exercício da liderança. Primeiro, liderar não é o tipo de coisa que se aprende apenas lendo manuais, é preciso colocar em prática. Segundo, trata-se de uma prática que reivindica autoconhecimento e reflexão: liderar quem? Para onde? E terceiro, estamos falando de uma competência profundamente exigente, não basta tentar se exercitar às segundas-feiras, precisamos de uma palavrinha mágica chamada disciplina.

As características de um bom líder

Os professores da Harvard Business School apontaram quatro características de um bom líder:

1) Ser um bom gestor

Gerir as tarefas do cotidiano é diferente da capacidade de inspirar pessoas a agir e podemos criar parâmetros distintos para medir o desempenho em cada uma delas. No entanto, não podemos diminuir a importância de uma gestão de excelência quando desejamos conquistar resultados consistentes. Lembre-se: a palavra mágica é disciplina!

2) Saber comunicar as suas ideias e se conectar

Você precisa conhecer as pessoas do seu time: quais são as suas histórias? O que valorizam? Esse é o momento que colocamos em prática a nossa escutatória, ou seja, a habilidade de escutar os outros para criar vínculos genuínos.

3) Tem clareza das suas convicções

Infelizmente, muitas pessoas buscam somente o status das posições de liderança e se esquecem da responsabilidade que acompanha esse papel. Qual o seu propósito como líder? Essa é a parte que exige reflexão e autoconhecimento.

4) Encara os problemas de frente e é capaz de ter conversas difíceis

No Brasil, normalmente, preferimos “colocar panos quentes” e driblar as situações que geram desconforto nos nossos relacionamentos. O problema não diminui de tamanho quando o jogamos para debaixo do tapete, muito pelo contrário. Aprenda a encarar essas situações profissionalmente, baseie-se em fatos e dados, encontre um tom respeitoso e um ambiente adequado. Não fuja das conversas difíceis.

Escolha uma das características de um bom líder que você queira desenvolver ao longo desse mês. Defina as ações que você vai colocar em prática (o quê), em quais situações (quando) e semanalmente dê uma nota para avaliar o seu progresso.

Liderar é uma tarefa complexa porque significa conquistar objetivos, conectado com os seus valores e se importando com as pessoas ao seu redor, o tempo todo! É difícil, não à toa conhecemos poucas pessoas que nos inspiram, mas não é impossível.

Bom trabalho!

Google Design Sprint: 5 meses de trabalho em 5 dias

Alguns empreendedores e empresários gostariam muito de poder ver o futuro. Sonham poder viajar à frente alguns meses ou anos, para verificar se aquele produto ou serviço fará sentido quando for lançado no mercado e se, afinal, os clientes pagarão ou não por ele. Mal sabem eles que não é preciso ser um super-herói para se ter este poder e que isto já está disponível também para nós reles mortais. O Google Design Sprint permite exatamente isso.

Apesar de bastante falada na área da tecnologia (mas ainda pouco praticada aqui no Brasil), somente agora que esta metodologia revolucionária está começando a ser utilizada em outras áreas do conhecimento e, principalmente, a chegar em terras tupiniquins.

Criada por Jake Knapp dentro da Google Ventures (braço de investimentos da Google), ela permite com que empresas e equipes consigam elaborar, prototipar e validar ideias de negócio referentes a produtos ou serviços, porém de forma ultra rápida e efetiva.

Quem nunca participou de reuniões intermináveis de brainstorming que tinham o propósito de gerar alguma inovação, mas que no fim geraram nada além de uma parede coberta de post-its com ideias pouco elaboradas? Sim, o Design Sprint surge exatamente para atacar esta dor que qualquer pessoa que trabalha com inovação já sentiu.

Apesar de ser mais comum na geração de novos produtos ou serviços, já tem muitas empresas utilizando ele também para a resolução de problemas internos ou mesmo para a melhoria de produtos e serviços antigos. Afinal, a metodologia consegue unir pessoas de áreas e conhecimentos diferentes para estruturarem uma dada problemática, gerar ideias e aprofundar melhor nestas, criar um protótipo e validar com usuários reais.

Após rodar alguns Sprints em diferentes estados e nos mais variados contextos, realmente fica nítida a sua versatilidade e capacidade de gerar resultados palpáveis. O seu potencial para o desenvolvimento de produtos está apenas começando a ser compreendido pelos diretores e gerentes das empresas que buscam inovação.

E certamente, uma vez que tenham dominado este super-poder capaz de economizar centenas de milhares de reais, os seus resultados não terão mais comparação com os de meros mortais. Serão condecorados como super-heróis da inovação.

A importância do planejamento estratégico para as empresas

As origens da estratégia coincidem com as da própria humanidade, em que sobrevivia em meio a um cenário hostil e de incertezas o mais inteligente, ágil, rápido e forte perante os adversários.

Portanto, planejar para sobreviver é um processo inerente ao ser humano, ainda que ocorra de forma inconsciente. Contudo, para empresas que desejam se destacar no mercado (e não apenas sobreviver) planejar consciente e atentamente os caminhos a serem seguidos é fundamental.

Definir a missão, visão, valores, objetivos, metas, monitorar o mercado, acompanhar indicadores realmente exige tempo e dedicação. Mas a chave para uma estratégia empresarial eficaz se inicia com a resposta a uma pergunta básica, entretanto, poderosa: Você sabe para onde está indo?

Esse é o primeiro passo do planejamento e consiste em autoconhecimento sobre quem somos enquanto organização, do que fazemos bem (ou nem tanto assim), de quem são nossos clientes (e o que eles querem), nossos concorrentes (e o que fazem melhor/pior do que nós) e colaboradores (como podem nos ajudar).

O cenário criado a partir dessas informações possibilitará definir claramente a razão de ser do empreendimento e onde pretende-se chegar. Somente assim será possível estabelecer objetivos claros e metas a serem alcançadas.

Lançar novos produtos, abrir uma filial ou mesmo iniciar uma nova campanha nas redes sociais, sem que estudos prévios sejam feitos ou que os propósitos estejam alinhados com a direção estratégica da empresa, representam erros que, infelizmente, são mais comuns do que se pode imaginar.

Culturalmente, nós, brasileiros, apresentamos uma certa aversão ao planejamento. Talvez por preguiça, mas prefiro acreditar que seja por falta de conhecimento de boas e eficientes ferramentas de apoio à gestão estratégica. Engana-se quem pensa que planejar é perda de tempo ou que seja útil apenas para a fase inicial do negócio.

O planejamento estratégico acompanha o dia a dia da empresa, apoiando a tomada de decisão e auxiliando os gestores a alcançarem a visão, isto é, a posição futura que se almeja para o empreendimento. Contratar pesquisas de mercado, sem que se saiba desenvolver ou aplicar o conhecimento gerado, isso sim é perda de tempo e de recursos valiosos.

Mas, com um pouco de paciência e força de vontade, é possível aprender a elaborar um bom plano estratégico e colocá-lo em prática. Afinal, como bem pontuou Alvin Toffler, ou você tem uma estratégia própria, ou então será parte da estratégia de alguém (provavelmente, a do seu concorrente).

5 lições de Empreendedorismo que aprendi sendo maratonista

Na última semana, Nizan Guanaes publicou um artigo na Folha afirmando que correr é o novo MBA. Ele argumenta que correr uma maratona exige planejamento, estratégia, orçamento base zero e forte disciplina. Não tenho a menor dúvida de que correr me tornou uma pessoa e um profissional melhor. Comecei a correr há nove anos. Já completei quatro maratonas (aquelas corridas de 42,195km) e um tanto de meias e outras provas de distâncias variadas. Como empreendedor e professor de negócios, compartilho aqui cinco coisas que a maratona (e os treinos para uma maratona) me ensinou e que utilizo diariamente em vários aspectos da minha vida, em especial na vida profissional.

1. Comprometimento

Como meu treinador diz todos os dias, comprometimento é igual a resultado. É virtualmente impossível completar uma maratona sem que se esteja comprometido com ela pelo menos nos quatro meses que a antecedem. São quatro treinos por semana de corrida, mais os treinos de musculação. Alguns desses treinos têm três horas de duração, o que envolve ajustar a agenda semanal para encontrar tempo para que sejam feitos. Além disso, a alimentação precisa ser pensada — e seguida — levando em conta os horários desses treinos. Ou seja, toda sua rotina precisa ser adaptada para que o objetivo seja atingido (lembre-se: é virtualmente impossível completar uma maratona sem o devido treinamento).

Na vida de empreendedor, é necessário estar comprometido com as metas de curto, médio e longo prazo traçadas. Sempre temos que escolher entre o que é essencial para que a meta seja cumprida e o que é ruído. Além disso, precisamos sempre estar atentos a não sair do foco, caso contrário as coisas não acontecem.

É virtualmente impossível completar uma maratona sem que se esteja comprometido com ela.

2. Planejamento

Como disse anteriormente, é necessário ser comprometido para fazer quatro treinos por semana, se alimentar corretamente e tudo mais. Mas, além do planejamento dos treinos, correr uma maratona exige pelo menos mais dois planejamentos relativamente complexos. Primeiro, a viagem para a maratona, uma vez que dificilmente corremos maratonas em nossas cidades. Isso envolve, além de ver passagens e hotel que se adeque aos horários da corrida, os restaurantes das refeições do dia antes da prova, a forma de ser transportado para retirar o kit da corrida, passeios pela cidade antes ou depois da prova e coisas do tipo. Outro planejamento fundamental é durante a corrida. São muitas decisões a serem tomadas ao longo dos 42km, e é melhor que elas tenham sido pensadas antes: em qual momento comer? Quando acelerar? Quando segurar o passo? Correr pela sombra ou no sol? Em quais pontos beber água? E isotônico? Molhar ou não o corpo? Além disso, é necessário sempre nos lembrarmos de fatores climáticos, como por exemplo chuva ou frio. Se chover, qual será minha conduta? E se fizer frio? E se começar frio e esquentar ao longo da prova, o que faço com as luvas e gorro?

Obviamente, imprevistos sempre acontecem e precisamos saber lidar com eles, mesmo depois de três horas e meia de exercício físico intenso. Por exemplo, pode faltar água naquele ponto em que estava previsto para tomar o gel de carboidrato. Pode vir uma câimbra inesperada no quilômetro 20. No início da prova, podemos pisar em uma poça d’água e ter que fazer todo o percurso com o pé molhado (uma das piores coisas que podem acontecer). Como acontece no mundo dos negócios, são muitas variáveis que podem fazer que nosso planejamento mude e precisamos nos adaptar rapidamente para concluir os objetivos.

3. Persistência

Posso não ser tão experiente assim com maratonas, mas nas quatro que fiz, a partir do quilômetro 35, só ouvia o meu corpo me dizer: “pare imediatamente. Se você não parar de correr agora, entrará em colapso”. Por outro lado, havia uma outra parte de mim, ainda com forças, falando mais alto: “dá para continuar”. A sensação é que cada um dos últimos sete quilômetros tem pelo menos 500 metros a mais. Tudo dói. Lembramos do prazer inexplicável que é estar deitado, mas continuamos. Passamos por todo tipo de dificuldade até chegar ali, desde os treinos até os quilômetros percorridos na prova em si. Tivemos muitas oportunidades para desistir, mas ainda assim conseguimos tirar força para continuar e atingir o que nos propusemos a fazer meses atrás. Uma empresa não sobrevive caso o gestor não seja persistente, capaz de reconhecer os pontos fortes e fracos, avaliar o ambiente e ser capaz de continuar seguindo pelos melhores caminhos.

Primeira maratona, em 2013. A partir do 30º quilômetro, o corpo só dizia: “pare, pare, pare!”. Tenho essa foto porque não parei.

4. Protagonismo

É muito difícil fazer uma maratona sem uma rede de apoiadores (treinador, academia, nutricionista etc), mas ninguém pode treinar e correr por você. Você pode obter as melhores planilhas e dietas. Ter acesso aos mais benéficos suplementos, mas se você não sair da zona de conforto e treinar duro, não conclui uma maratona. Aqui não é o caso de delegar tarefas. Você não pode pagar um salário para que alguém perca 5% de gordura por você. Aqui é o caso de se mexer, de ter consciência de que ninguém mais pode fazer por você e, literalmente, correr pelos seus objetivos. Diversos momentos em uma empresa o gestor precisa assumir a responsabilidade e fazer o que ninguém mais fará por ele, por mais que isso seja desconfortável. É preciso agir, executar e, de preferência, da melhor forma possível.

5. Comemorar as pequenas conquistas

Uma coisa que aumenta a motivação é a comemoração de pequenos avanços rumo ao objetivo principal. Muitas vezes, ao colocar como meta “correr 42 quilômetros daqui 16 semanas” pode ser desmotivante e levar muita gente a pensar “nunca vou conseguir”, afinal de contas, às vezes nesse estágio mal conseguimos terminar 21 quilômetros estando “inteiros”. Nesse momento, seguir o planejamento e comemorar cada treino feito aumenta a confiança e nos deixa mais motivados a completar o objetivo final. Poucos corredores amadores, como eu, correm 42 quilômetros antes da prova-alvo. Sabemos que estamos preparados quando terminamos “o último longão”, um treino de cerca de 34km feito geralmente três ou quatro semanas antes da prova. Quando terminamos bem esse treino, sabemos que vamos conseguir completar a prova. Abraçamos o treinador, os amigos de corrida, choramos. Ali sabemos que vai dar certo.

Em uma empresa é a mesma coisa. Se você segue o planejado, comemora cada conquista, cada novo cliente, cada produto entregue, você e sua equipe se tornam mais confiantes e motivados para os desafios que aparecerão, e conseguirão lidar muito bem com eles, mesmo que sejam mais difíceis do que aqueles pelos quais vocês já passaram.

Correr, assim como o mundo dos negócios, é democrático. Qualquer um pode sair pelas ruas e dar suas passadas, assim como qualquer pessoa é livre para abrir seu negócio. Assim como nos negócios, em uma maratona é possível ter vários vencedores, além dos que chegam em primeiro lugar. Podem ser aquelas pessoas que tiveram grandes transformações pessoais, aquelas que correram por uma causa ou simplesmente aquelas pessoas que se divertiram no processo.

 

Aprender brincando com Lego é realmente possível?

Mais de 15 anos de pesquisas científicas provam que sim. Por ser uma metodologia que usa o poder do Hand Knowledge, ou conhecimento das mãos, ela permite o desbloqueio de ideias e o engajamento dos dois lados do cérebro, uma vez que nossas mãos estão conectadas com cerca de 70 a 80% das nossas células cerebrais.

A metodologia Lego  Serious Play  pode ser aplicada em equipes de qualquer tamanho, com diversos objetivos. É possível fazer workshops de liderança, que ajudam a equipe a identificar quais os estilos de liderança existentes na empresa, quais precisam melhorar, quais são os valores do líder, quais líderes estão agindo de acordo com a missão e valores da organização e muito mais. Assim, os resultados são mais efetivos do que os obtidos em treinamentos tradicionais, pois a brincadeira ajuda a trazer à tona o que está no inconsciente das pessoas e o que elas jamais falariam sem a ajuda dos modelos em Lego.

Já em workshops de inovação e criatividade, a metodologia possibilita o desbloqueio de ideias, o desenvolvimento de um senso de pertencimento e valorização por parte de todos os membros da equipe e a geração de ideias em abundância de forma mais rápida. Pode ser usada para o desenvolvimento de empatia, inclusive com a participação de clientes, para desenvolver produtos e serviços realmente inovadores.

Para a empresa que deseja renovar sua missão e valores, melhorar o clima organizacional ou ainda, identificar quais são os membros da equipe realmente engajados e quais devem ser desligados, a metodologia Lego  Serious Play  também é altamente recomendada.

Caso você precise encontrar respostas diferentes para uma mesma pergunta, precisa que todos participem da discussão, precisa usar o tempo de forma eficiente, tem reuniões que são uma perda de tempo, precisa de engajamento e motivação da equipe, o LSP é uma boa escolha.

A aprendizagem com as mãos e as metodologias ativas são capazes de gerar resultados transformadores! Treinamentos tradicionais, nos quais o professor é o centro do processo, não têm mais espaço nas organizações que desejam desenvolver as competências do futuro. Brincar com objetivos sérios pode ser uma ótima solução!