O que preciso saber antes de começar a investir?

Está cada vez mais comum ver artigos, vídeos e pessoas falando sobre investimento. Isso é ótimo, pois nosso país tem uma deficiência muito grande em relação à educação financeira e o fato é que muitos chegam à vida adulta sem ter ideia de como é investir.

Se você está nesse barco, não se sinta sozinho. Meu objetivo aqui hoje é te ajudar nesse primeiro passo. Listei três coisas importantes para saber antes de começar e que irão te ajudar por toda a sua trajetória como investidor.

1. Entenda onde está colocando seu dinheiro

Muitas pessoas, ao começar, saem por aí buscando conselhos sobre onde investir. Tá tudo bem perguntar para outras pessoas, mas não deixe também de ler em fontes confiáveis.

Nem sempre essas pessoas vão ser imparciais – talvez elas te recomendem algo só porque vão ganhar alguma comissão naquela venda. E nem sempre elas realmente sabem o que estão falando. Busque pessoas que te ensinem e te deem o caminho para se capacitar ainda mais. 

2. Rentabilidade não é a coisa mais importante

Digo mais, talvez seja a menos importante no processo de escolha de investimentos. No curso de finanças da Sempreende ensinamos tudo que é preciso olhar antes de comparar o quanto rende cada investimento.

Dois pontos importantes são: a liquidez e a volatilidade. Não adianta investir sua reserva de emergências em algo arrojado com prazo de 5 anos e de alta volatilidade. Te pergunto: e se você precisar do dinheiro justamente naquele dia que a bolsa estiver em baixa? 

Não dá para olhar o quanto rendeu nos últimos anos e assumir que será sempre assim. É preciso entender o perfil do investimento e se ele é adequado ao carimbo do seu dinheiro. Opa, carimbo? Peraí que eu já explico.

3. Carimbe o seu dinheiro

Essa é a forma mais simples de dizer que é preciso saber o objetivo daquele dinheiro antes de investir. Cada objetivo tem suas características. O dinheiro com o carimbo da aposentadoria pode assumir um prazo maior do que o dinheiro da emergência, que pode acontecer a qualquer instante.

O investimento, portanto, não depende do mercado financeiro em si. Não tem essa de “qual o melhor investimento em 2019”. Busque o melhor investimento para determinado objetivo da sua vida.

Aprender a investir é um processo contínuo. Eu, Vívian, invisto há 10 anos e trabalho exclusivamente com planejamento financeiro há 3. E continuo estudando diariamente.

É um processo que envolve técnica e preparo psicológico. É mais importante do que parece. É mais simples do que parece. Vale muito a pena começar. “Daqui um ano, te garanto que vai querer ter começado hoje.”

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Lidar com dinheiro assusta, eu sei. Naturalmente temos uma aversão a ter que lidar com essa coisa que faz muitos perderem o sono. Mas não é algo que podemos evitar.

Ou aprendemos a lidar com o dinheiro que temos ou teremos que aprender na dor das dívidas alguns anos mais tarde. Separei 4 dicas importantes para já iniciar o seu negócio com a mentalidade financeira adequada.

1. Faça uma Reserva Pessoal

Talvez você ache que dessa vez será diferente e que o seu negócio vai faturar muito logo no primeiro mês. Mas quero te contar uma coisa: é muito provável que o seu faturamento nos primeiros meses (e talvez até chegar a um ano) não seja conforme o planejado. Ou seja, se a empresa consegue apenas se sustentar, como poderia haver uma retirada de pró-labore (o salário do empreendedor)?

Por outro lado, suas contas não vão parar de chegar: o aluguel e a mensalidade da escola continuarão vencendo todos os meses. É importante que você, então, se antecipe para isso. Tenha uma reserva financeira pessoal para não depender do faturamento do seu negócio logo de imediato. Isso vai trazer tranquilidade e vai propiciar melhores decisões no seu empreendimento.

2. Saiba quanto vai custar para abrir e manter o seu negócio nos primeiros meses

Não adianta achar que tudo vai cair do céu, isso é um fato. Muita gente começa o negócio sem saber ao certo quanto vai custar para abrir, quanto precisa de estoque inicial ou de capital de giro. É um erro enorme.

Tenha todos os custos listados antes de iniciar para que não tenha uma surpresa desagradável no meio do caminho. Se for pra descobrir que o que você tem não é suficiente, melhor descobrir o quanto antes para poder decidir como resolver.

3. Separe a conta da empresa da sua conta pessoal

Logo no início essa separação pode não fazer muito sentido. Mas acredite, começar já no modelo correto vai fazer muita diferença nos resultados financeiros da sua empresa. Quem não gosta de fazer a gestão financeira nem da própria vida vai precisar se esforçar um pouco mais.

Serão dois controles independentes, mas é somente assim que você conseguirá ter noção clara de quanto está entrando, quanto está saindo e quanto sua empresa está faturando realmente.

4. Entenda que o lucro da empresa não é o seu salário

E para fechar, a dica mais importante: você não pode retirar tudo que a empresa fatura. Nem todo o lucro líquido. Uma empresa precisa de reserva de dinheiro para reinvestir, pagar os fornecedores e lidar com os altos e baixos do mercado.

Existem duas posições distintas: você no papel de trabalhador recebendo um pró-labore e você no papel de empreendedor recebendo a divisão de parte dos lucros da empresa. Parte dos lucros, percebeu?

O melhor a fazer é definir uma periodicidade (trimestral, anual…) para retirar essa parcela de lucro conforme situação de caixa da empresa. E ao longo do ano, mês a mês, é com o pró-labore que você precisa organizar seu orçamento mensal.

Ter uma gestão financeira descomplicada é mais simples do que parece. Algumas habilidades são extremamente importantes: consistência, disciplina e organização. Seja consciente das decisões financeiras que está tomando e a empresa terá mais chances de não se enrolar.