6 passos para você mesmo fazer uma pesquisa de mercado

Fazer pesquisas são importantíssimas para tomar qualquer decisão em qualquer negócio. Por exemplo, se faz pesquisa para saber qual é o melhor cardápio em um restaurante; qual o melhor preço para vender o produto; ou que tipo de combo oferecer para os clientes e dar mais lucro. Quando fazemos uma pesquisa de mercado do jeito certo, sabemos o que o cliente quer e, assim, temos a possibilidade de oferecer o que ele mais tem vontade de comprar. Isso é melhor do que criar algo “da nossa cabeça” e esperar que atenda as vontades do cliente.

Fazer uma pesquisa parece fácil. A maioria das pessoas vai no Google Forms, abre um formulário, escreve as perguntas e depois manda para grupos de whatsapp para qualquer um responder. E aí, na maioria das vezes, essas pessoas têm respostas que não servem para nada.

Esses erros vão desde fazer as perguntas erradas até escolher as pessoas erradas para respondê-las.

Antes de começar qualquer pesquisa, é preciso se planejar. É preciso pensar no que será perguntado e para quem será perguntado. Não é fazer uma pesquisa por impulso. E, por falar nisso, tenha muito cuidado com enquetes feitas no Insta! Às vezes são seus amigos respondendo e querem te ver feliz, mas não mostram a realidade dos seus clientes.

Para que você faça boas pesquisas, que realmente façam a diferença no seu negócio, aqui vão 6 passos:

1. DEFINA SEU OBJETIVO

Entenda realmente o que você quer descobrir com a pesquisa. Por exemplo: se suas vendas estão caindo, o objetivo pode ser: “descobrir por que as pessoas estão deixando de comprar de mim”.

2. FAÇA O “DESENHO DA PESQUISA”

Defina: quem vai responder; como você vai analisar os dados; onde a pesquisa será feita; quais perguntas serão feitas.

3. MONTE O QUESTIONÁRIO (se for fazer uma pesquisa com questionários)

Se você for aplicar um questionário online, monte as perguntas dentro da plataforma que você for usar. Alguns sites para montar questionário são: GoogleForms, TypeForm, Survey Monkey e Qualtrics.

4. FAÇA UM TESTE

Mande seu questionário para algumas pessoas e verifique se elas conseguem entender todas as perguntas e o tempo que levam para respondê-lo. É importante lembrar que questionários mais curtos têm mais chances de terem mais respostas.

5. COLETE OS DADOS

Depois de fazer o teste e ver que está tudo certo, envie o questionário para pessoas que tenham o perfil de quem você quer conhecer. Lembre-se de que, muitas vezes, seus amigos não são os seus clientes.

6. FAÇA A ANÁLISE DOS DADOS E TENHA INSIGHTS

Veja o que as pessoas responderam. Analise e tenha ideias sobre como você pode aplicar tudo no seu negócio. Cuidado para não se apegar às respostas que “você quer ouvir”. Dê valor a tudo que as pessoas falaram.

Depois de fazer toda a pesquisa e entender melhor o seu cliente, vem uma parte importantíssima: aplicar os resultados! Resultados de pesquisas não são feitos para ficar guardados dentro de uma gaveta. Use o que você encontrou para melhorar seu negócio, mesmo que o resultado não seja o que você esperava. Aliás, se muitas pessoas derem respostas diferentes das que você imaginava, pode ser preciso acender uma luz amarela na forma que você conduz seu negócio: talvez você não esteja atendendo o que o mercado quer e é preciso fazer ajustes para continuar tendo lucros! 

5 dicas para fazer ótimas pesquisas de mercado usando questionários

Questionários podem ser úteis para fazer pesquisas de mercado. Você pode usar questionários para saber mais sobre o comportamento do consumidor, hábitos de compras ou para fazer pesquisas de satisfação, por exemplo.

Acontece que muita gente acaba criando questionários de forma errada e as respostas que obtêm não servem para nada. Pior ainda, às vezes são respostas erradas e, utilizá-las para tomar decisões pode fazer que o negócio tenha sérios prejuízos.

Por exemplo, um questionário que mostra várias qualidades de um produto e, em seguida, pergunta: “Você compraria esse produto?”. A chance de a pessoa responder que “Sim” é muito grande, já que acabou de ler vários benefícios do produto. Mas, na “vida real”, pode ser que ela não queira comprar.

Aqui estão cinco dicas para você fazer pesquisas de mercado usando questionários que vão te dar boas respostas:

1. Utilize uma boa ferramenta

Muitas vezes, antes de criar um questionário, a pergunta que vem à cabeça é: “onde posso criar um questionário?”. É claro que isso vai depender do tipo de pergunta, e até do tipo de análise que você pretende fazer com seu questionário.

Uma das ferramentas mais populares para a criação de questionários é o Google Forms. Ele é de graça e ele permite vários tipos de perguntas (por exemplo, questões abertas, de múltipla escolha ou de escala).

Outra ferramenta que gosto muito é o TypeForm. Assim como o Google Forms, ele também permite vários tipos de perguntas e tem um visual bem mais bonito que a solução do Google. O problema é que a versão gratuita permite apenas 10 perguntas. Para mais questões, é preciso pagar.

Se você quer uma solução mais profissional, que permite funções como adicionar arquivos, mostrar imagens ao respondente, fazer vários formulários e apresentá-los de forma aleatória, recomendo o SurveyMonkey. Sem dúvida, ele é bem mais completo que as ferramentas anteriores sendo, inclusive, bastante utilizado em pesquisas científicas. Apesar de ser pago, ele tem uma versão gratuita de teste (com algumas limitações).

2. Coloque as perguntas mais importantes primeiro

No início do questionário, as pessoas estão com mais energia e mais animadas a respondê-lo. Por isso, é importante aproveitar esse momento para fazer as perguntas mais importantes e que requerem que o respondente “pense mais”. Ou seja, coloque o que você realmente quer saber logo no início do questionário, que é a hora que o respondente mais dará atenção a ele.

Deixe para o final do questionário aquelas perguntas que o respondente não precisa pensar muito, como idade, gênero e local onde mora.

3. Seu respondente não precisa se identificar

Pedir para o respondente se identificar (especialmente no início do questionário) pode ser um erro. Muitas pessoas mentem nos questionários simplesmente pelo fato de ele não ser anônimo. Um exemplo simples: quando perguntados sobre a renda, muitas pessoas de baixa renda falam que ganham mais (porque têm vergonha de falar que ganham pouco) e muitas pessoas de alta renda falam que ganham menos (porque têm vergonha de admitir que ganham tanto). Quando se identificam, esse efeito pode ser ainda maior.

Em caso de perguntas íntimas (por exemplo: “você toma algum remédio controlado?” ou “quantas vezes você faz sexo por semana?”), pode ser que a pessoa simplesmente não responda porque não quer que o dono da pesquisa saiba que ela tem aquele comportamento, e isso pode acabar invalidando o questionário. Então, reflita se realmente é necessário que seu respondente forneça nome, email ou telefone no seu questionário. Se for realmente necessário, recomendo que coloque essas perguntas no final de tudo.

4. Cuidado com as opções das perguntas fechadas

Imagine que você queira saber o tipo de trabalho do seu respondente. Então, ao invés de deixar uma pergunta aberta (que, convenhamos, dá mais trabalho na hora de analisar), você coloca uma questão de múltipla escolha e escreve as opções: “Funcionário”; “Proprietário de um negócio”; e “Estudante”. E aí, vamos imaginar que o trabalho do seu respondente não se enquadra em nenhuma dessas opções (digamos que ele esteja “desempregado” e você esqueceu de colocar essa opção lá). Acaba que o próprio questionário induz a uma resposta errada, já que não vai ter a opção correta para a pessoa marcar.

Assim, quando a pergunta for fechada desse jeito, recomendo sempre que se coloque todas as opções possíveis de resposta. Isso é mais fácil de fazer quando a pergunta envolve números (por exemplo, “abaixo de 18 anos”; “entre 18 e 30 anos”; “acima de 30 anos”). No caso de texto, aconselho que, pelo menos, adicione uma opção “outros”.

5. Faça sempre só uma pergunta de cada vez

Às vezes fazemos, sem querer, duas perguntas, e deixamos espaço no questionário para que a pessoa responda só uma, o que gera dúvidas e, de novo, respostas erradas. Por exemplo, a questão: “Quantas vezes você escova os dentes e usa fio dental por dia?” é uma pergunta que pode levar o respondente a achar que são duas perguntas diferentes. A pergunta quer saber quantas vezes eu escovo os dentes? Ou quantas vezes eu uso fio dental? Ou quantas vezes eu uso os dois, um logo após o outro?

Veja que uma simples questão mal formulada leva a várias dúvidas. E, quando o respondente tem dúvidas demais, ou seja, precisa se esforçar muito para responder um questionário, ele o acaba deixando de lado. Assim, seja sempre o mais simples possível com suas perguntas.

Questionários são uma boa forma de conhecer o cliente mas é preciso tomar muito cuidado para que não haja erros, caso contrário, o questionário pode não servir para nada. Ao contrário de entrevistas presenciais, você não tem a oportunidade de tirar dúvidas das pessoas que estejam respondendo um questionário. Por isso, as perguntas devem ser extremamente claras, de modo que o respondente consiga ler e saber o que está sendo perguntado sozinho. Por isso, mais duas dicas extras: tome cuidado com palavras que seu público não entenda. Às vezes a palavra pode ser super conhecida para você, mas ter um significado que o respondente não conheça. E, a segunda dica: se achar necessário, antes de enviar o questionário para muita gente, faça um teste com poucas pessoas para verificar se está tudo claro e sem erros.

Pesquisa de mercado: 4 dicas para fazer ótimos questionários

Abrir ou tentar melhorar um negócio sem fazer pesquisa de mercado para conhecer o cliente é como jogar na loteria: você pode acertar em cheio ou pode fracassar simplesmente por não conhecer nada do mercado.

Usar questionários online como o Google Forms ou o Typeform é uma forma fácil e barata de ter uma noção de como os clientes se comportam. Mas, mesmo com essa facilidade da ferramenta, não é suficiente fazer um questionário de qualquer jeito. É preciso saber fazer as perguntas certas e do jeito certo.

Aqui vão cinco dicas para se criar questionários que te ajudarão a entender melhor as pessoas:

Dica nº 1 – Estruture corretamente seu questionário

Coloque perguntas demográficas (idade, renda, gênero, etc) no fim do questionário. Use o início do questionário (quando seu respondente está mais animado) com as perguntas que você esteja mais interessado em saber e que precisa de mais “esforço” da pessoa para que seja respondida. No final do questionário, quando o respondente está mais cansado, é o lugar mais recomendado para colocar perguntas que ele não precisa pensar muito para responder.

Dica nº 2 – Faça perguntas discursivas

Não pergunte “você compraria esse produto?”. Muitas vezes as pessoas respondem que sim mas, na prática, não compram (seja por falta de tempo, dinheiro ou mesmo porque não veem a necessidade daquilo). Melhor do que essa pergunta, é mais adequado mostrar um anúncio do produto ou serviço e questionar seus pontos positivos e negativos.

Dica nº 3 – Faça perguntas objetivas

Coloque o máximo de perguntas objetivas possível. É claro que isso vai depender da informação que se quer obter com a pesquisa de mercado mas, sempre que possível, apresente perguntas objetivas, ou seja, aquelas que o respondente precisa marcar apenas uma opção ao invés de ter que escrever uma resposta. As pessoas tendem a ter mais paciência para responder esse tipo de pergunta do que aquelas abertas.

Dica nº 4 – Permita privacidade na coleta das respostas

Não obrigue o respondente a se identificar. Muitas pessoas não respondem os questionários – ou respondem de forma não verdadeira – porque são obrigadas a se identificar (colocar nome, telefone ou email). Se essas informações não são relevantes para sua pesquisa, você não precisa colocar esses campos como obrigatórios. Lembre-se: uma pesquisa de mercado não é o momento para captar leads, mas é uma forma de conhecer pessoas.

Existem várias outras formas de se fazer pesquisa de mercado além dos questionários, como entrevistas, experimentos ou observações. Isso vai depender do seu objetivo com a pesquisa.

No curso Encante!, falamos sobre cada uma das formas de pesquisa e, ainda, apresentamos ferramentas para gerar ideias a partir das informações coletadas, fazer protótipos e testar se realmente as ideias vão dar certo no mercado.